domingo, 22 de agosto de 2010

CIELO -> -> -> FRUSTRADO!

Atualizado em 22/08/2010 15h08

Cielo afirma que fez algo errado nos treinos: ‘Não sou o mesmo de antes’

Frustrado com resultados no Pan-Pacífico, brasileiro diz que precisará fazer mudanças: 'Não é possível eu nadar melhor no meio da temporada'

natação cesar cielo pan-pacífico 
Cielo, frustrado, após derrota nos 50m livreSubir ao pódio três vezes em uma competição internacional é motivo de comemoração para muitos atletas. Mas não foi assim que o campeão olímpico e mundial Cesar Cielo encarou o fato de ter garantido no Pan-Pacífico, em Irvine, uma medalha de cada cor. O nadador brasileiro não escondeu a frustração com os resultados.

- Eu estou fazendo as mesmas coisas, mas não sou o mesmo atleta de antes. Então, a gente tem que ver onde precisa apertar mais e o que precisa fazer para melhorar - afirmou.

Cielo abriu a competição com uma medalha de ouro nos 50m borboleta, prova que não é sua especialidade. Mas, na quinta-feira, veio a primeira frustração: os 100m livre. Depois de quase ficar fora da final, terminou em terceiro. O brasileiro saiu da piscina exausto e acabou até sendo poupado do revezamento 4x100m livre. Mesmo nos 50m livre, prova em que estava mais confiante, bateu na trave.

- Foi longe do tempo que queria fazer. Nessa competição, o meu crawl não saiu. A prova que eu tinha menos expectativa (50m borboleta) foi a minha melhor. A gente fez alguma coisa de errada nesta temporada. Não é possível eu nadar melhor no meio da temporada. A gente tem que ver o que precisa mudar para o ano que vem.

sábado, 21 de agosto de 2010

Atualizado em 21/08/2010 06h45

Felipe França sobra nos 50m peito e conquista o ouro no Pan-Pacífico

Brasileiro domina a prova do início ao fim e vai ao degrau mais alto do pódio

Nas eliminatórias, veio o aperitivo com o melhor tempo. Na noite de sexta-feira, Felipe França mostrou quem manda nos 50m peito. O brasileiro voou na piscina em Irvine, na Califórnia, e embolsou a medalha de ouro ao cravar o tempo de 27s26, sem dar chance a nenhum rival. Do salto à batida final, o nadador paulista sobrou na Califórnia. E, seguindo os passos de Cesar Cielo nos 50m borboleta, conquistou o segundo ouro do país no Pan-Pacífico.
Natação Felipe FrançaFelipe levanta o braço para festejar o ouro na piscina do Pan-Pacífico
- Esta é a minha prova, ninguém vai tirá-la de mim. Nestes oito meses eu tive um pouco de dificuldades, no pessoal, com o técnico (Arilson Soares) e nos treinamentos. Foi um ano de transição mesmo, de ajustes - explicou Felipe após a prova, que não integra o programa dos Jogos Olímpicos.
A prata ficou com o americano Mark Gangloff (27s52), e o bronze foi do canadense Scott Dickens (27s63). Bicampeão olímpico nos 100m e nos 200m peito, o japonês Kosuke Kitajima terminou apenas em sexto, com o tempo de 27s67, à frente do brasileiro João Gomes Jr, que chegou em sétimo com 27s69. Felipe não se intimidou com a presença de Kitajima na água
Muito religioso, Felipe mudou seu ritual antes da prova. Trocou Sean Kingston nos fones de ouvido por música evangélica. Deu certo. Ele foi o mais rápido na largada (0s64) e venceu sem ser ameaçado pelos rivais. Pouco depois, no pódio, fechou os olhos para agradecer e - revelou em seguida - para evitar o choro enquanto o Hino Brasileiro tocava.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

LUIZINHO-> BRASÍLIA TEIMOSA!


DESABAFO DE UM LÍDER!
Luiz Neto “Luizinho”, uma lição de vida dentro da comunidade de Brasília Teimosa.
Att: Programa Vida Real/Rede Globo.

                           Vida Real Brasília Teimosa
Olá, sou Luiz Neto “Luizinho”, morador de Brasília Teimosa a mais de 40 anos. Fui menino de rua e pobre, passei muita fome, fome mesmo, com a separação dos meus pais, tudo ficou muito difícil. Antes as coisas não eram como hoje, são, sinto a cada dia as coisas ficam mais dificies dentro da minha comunidade.
Infelizmente somos um dos bairros, mais violentos do Grande Recife, somos um dos recordista em números de assassinatos e trafico. Essa estatística não é minha, verifique matéria no site da SDS (Secretaria de defesa Social), especificamente no Programa “Pacto Pela Vida” do governo presente. Hoje temos um projeto social em nosso bairro para unir as comunidades do Pina, Bode , Beira Rio e Encanta Moça. Temos garotos de todas essas comunidades em nosso projeto, nossa sede fica em Brasília Teimosa, sem recursos e sem incentivos de autoridades ou empresas.
Vários comerciantes do bairro fazem doações de alimentos, na maioria pães, mortadela, refrigerantes, todos com o mesmo pensamento de ajudar essa garotada á serem futuros cidadãos.  O que mais quero para essa meninada, é que se tornem pessoas de respeito, que tenham um futuro promissor.
 Tenho apenas o 2º grau, DEUS mim deu o dom de cuidar das crianças e tentar colocar o sentido de honestidade dentro de cada uma delas. Hoje sou evangélico temos alguns garotos que iniciamos nosso trabalho com eles, mas não conseguimos direcioná-los, muitos estão presos infelizmente! Tenho um sobrinho de 19 anos que foi assassinado por justiceiro de nosso bairro, tenho mais 05 (sobrinhos) no mundo das drogas “crak”.
 Às vezes me pego pensando no futuro dessa garotada do meu amado bairro tenho dois 02 filhos Flávio e Luiz que também fazem parte do meu projeto (Esporte e Cidadania Para Todos), são monitores. Não compreendo como tantos pais não ligam, nem ao menos criam uma perspectiva de vida para seus filhos, vejo crianças vulneráveis, ociosas ao mesmo tempo sendo usadas como “Aviões” do nosso trafico classificando - sem na bandidagem!
Todos os sábados, nos encontramos, têm em torno, 95 crianças em nosso projeto todos ativos sempre que sentimos a falta de alguém vamos fazer uma visita para saber como está o garoto e o que houve para motivar sua falta. Nosso maior problema são os aliciadores de menor em nosso bairro (Brasília Teimosa) queríamos juntos a este veículo de” maior” informação  que nos ajudassem a fazermos á diferença, onde podemos servir de exemplo também para outras comunidades.
 Queríamos apenas ser atendidos por esse programa (Vida Real) teremos o maior prazer em levar um pouco de nossa comunidade ao conhecimento de autoridades e quem sabe empresas que possam investir em nossa garotada. Não temos dinheiro nem formação acadêmica, mas temos a boa vontade de fazer o melhor para nossa comunidade e para nossos jovens. Nosso maior intuito não é formar apenas bons jogadores/peladeiros, mais sim futuros cidadãos.
 Termino este breve anuncio e desabafo na esperança de ser atendido (O esporte é o agente da inclusão social).
Luiz Neto - fone (81) 3466-5942  /8857-8877 /  9125-6283 email g4cantos@ig.com.br               contato@g4cantos.com.br



Brasília Teimosa “Formosa”, foi escolhida pela Bi Campeã Brasileira de Triathlon (Tamyres Domingos), para o lançamento do “Projeto Water Planet/Tamyres Domingos – Campeões do Aamnhã”, no dia 28/08/2010 Sábado. Serão 15 atletas contemplados e mais 200 que receberão camisas, sungas e maiôs/Suquines, será uma grandiosas festa onde iremos contar com todo apoio do Projeto Esporte e Cidadania para Todos/Brasília Teimosa, bem como toda comunidade e suas lideranças.
  

DIRETO DO BLOG DO COACH PUSSI

Melhor performance do segundo dia do Pan Pacífico sex, 20/08/10 por Coach PUSSI | categoria Pan Pacífico, USA Swimming


Rebecca Soni 1:04:93, terceira melhor marca da história nos 100 peito, um absurdo!
soni
Atualizado em 20/08/2010 12h:46

Fabíola Molina conquista o bronze nos 50m costas no Pan-Pacífico

Brasileira empata em terceiro lugar com atletas neozelandesa e americana

Aos 35 anos, Fabíola Molina usou a experiência para conquistar uma medalha para a natação feminina no Pan-Pacífico. A brasileira ficou com o bronze nos 50m costas ao terminar a final em 28s44, em uma prova que teve três atletas com o mesmo tempo no terceiro lugar.
natação Fabiola MolinaFabíola Molina conquista o bronze nos 50m costas no Pan-Pacífico.
- Eu tenho um sonho, um projeto, que é chegar bem em Londres. Acho que é por isso que estou nadando até hoje. Eu abro mão de muitas coisas para nadar. Então, para mim, tudo tem que ser bem feito. Não estou mais na idade de ficar levando as coisas de qualquer jeito - afirmou a nadadora.
Fabíola segue ignorando a idade e competindo com as mais jovens.
- A idade, para mim, não é uma questão. Como diz a Dara Torres (americana de 43 anos) no livro dela: “A idade é apenas um número". E realmente eu não sinto diferença nenhuma. A idade não interfere na minha performance. Eu me vejo até melhor hoje do que eu tinha aos 24, 25 - explicou.

A vencedora da prova foi a australiana Sophie Edington, que fez o tempo de 27s83. Já a prata ficou com a japonesa Aya Terakawa (28s04).
Fabíola não teve uma boa largada, chegando a ficar com meio corpo atrás da primeira colocada. Mas a partir dos 25m finais, a brasileira acelerou e chegou empatada com neozelandesa Emily Thomas e a americana Rachel Bootsma.
Na final B, Juliana Cury foi a quinta colocada, com a marca de 29s80. A brasileira foi seguida pela compatriota Fernanda Alvarenga, que terminou a prova em sexto lugar (29s90).
Atualizado em 20/08/2010 11h48

Cielo promete: ‘Ninguém vai nadar mais rápido que eu a partir de agora’

Emocionado e frustrado após ficar com a medalha de bronze nos 100m livre, nadador garante que terceiro lugar em Irvine não se repetirá

Cesar Cielo natação 
Cielo: 'Quando a gente ganha, acaba esquecendo
os erros'
Campeão e recordista mundial dos 50m e 100m livre, Cesar Cielo perdeu o costume de perder. Nesta quinta-feira, na final dos 100m do Pan-Pacífico de 2010, em Irvine, sofreu ao sentir de novo o gosto amargo da derrota, embora ela tenha sido acompanhada por uma medalha de bronze. Emocionado, o nadador brasileiro reconheceu que não merecia a vitória e garantiu que não vai mais subir em outro lugar do pódio que não seja o mais alto.

- Quando a gente ganha, acaba esquecendo dos erros. Ficar no pódio e ver a bandeira sem ser no meio não é o que eu quero para mim. Mas eu prometi para mim mesmo que muita coisa boa ainda vai sair dessa prova. Prometi que ninguém mais vai nadar mais rápido do que eu a partir de agora. Essa situação que eu passei hoje não é o que quero para mim – disse Cielo, sem segurar as lágrimas.

Na final atípica desta quinta-feira, Cielo virou os 50m em primeiro, mas acabou sendo superado pelo americano Nathan Adrian e pelo australiano Brent Hayden. Embora tenha ficado triste com o terceiro lugar, o brasileiro reconheceu que nem deveria ter participado da disputa por medalhas. Nas eliminatórias, ele fez apenas o 11º tempo, mas se classificou devido à cota de dois atletas por país.

- Quando eu vi no placar que tinha ficado em terceiro lugar, não fiquei contente, apesar de eles já terem me dado essa final de presente. Falando a verdade, eu nem merecia estar nessa final – afirmou.

Cielo já sabe o que precisa melhorar para voltar a vencer esta prova.

- Já não estou me sentindo bem nessa prova tem um tempo. A minha chance era passar forte nos 50m e tentar segurar a volta. Mas, realmente, faltou um pouco de treino aeróbico nesta temporada. O final está pesando muito mais do que estava pesando antes. E isso não é de agora. Foi a temporada toda. Isso é uma coisa que vou ter que acertar para o ano que vem.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

‘Tampinhas’ japoneses!

Atualizado em 19/08/2010 22h20

‘Tampinhas’ japoneses compensam na técnica a desvantagem na altura

Com apenas 1,78m, Kosuke Kitajima é um dos principais nomes da natação. Grande parte dos atletas é mais de 15 centímetros menor que Cielo e Phelps

natação Kosuke Kitajima 
Kitajima em abril deste ano: o japonês mede
1,78m de altura (Foto: Getty Images)
Bem altos, com boa envergadura, pernas e braços longos, costas largas, mãos e pés grandes. Geralmente, é assim que se faz um grande nadador. O astro americano Michael Phelps, que acumula medalhas de ouro há mais de meia década, é um exemplo do biotipo perfeito para as piscinas. Na outra ponta do estereótipo, estão os baixinhos japoneses. E mesmo com centímetros e músculos a menos, eles têm deixado muitos gigantes para trás.

Durante o Pan-Pacífico, que está sendo realizado esta semana em Irvine, nos Estados Unidos, o grupo formado por 49 japoneses chama a atenção. Em contraste com os gigantes americanos e australianos, os nadadores asiáticos costumam ser baixos, e muitos deles são bem magros.

- Eles são muito tampinhas, mas há vários que nadam bem. Eu e o Guilherme Guido estávamos até conversando sobre isso porque nas eliminatórias dos 100m costas tinham dois japoneses esmirradinhos que ainda terminaram na nossa frente. Acho que eles compensam na técnica, que é apuradíssima, e na agilidade – comentou o nadador brasileiro Gabriel Mangabeira, que tem 1,94m.

Phelps mede 1,93m; o brasileiro Cesar Cielo - recordista mundial dos 50m e 100m livres - 1,95m. Já a grande estrela do Japão, Kosuke Kitajima, tem apenas 1,78m de altura. Ainda assim, o bicampeão olímpico dos 100m e 200m peito é um dos mais altos representantes do país, que raramente tem em seu elenco um atleta com mais de 1,80m.
Michael Phelps e Takeshi Matsuda, em Pequim. Natação 
Phelps e Matsuda em Pequim (Foto: Getty)
Os japoneses sentem mais dificuldades nas provas de velocidade, principalmente nos 50m, mas conseguem compensar a desvantagem naquelas que não exigem tanta explosão. Exemplo disso é que, nesta quinta-feira, Kosuke Kitajima garantiu vaga na final dos 100m peito com o melhor tempo das eliminatórias (59s04, novo recorde do Pan Pacífico).

- Em provas curtas, essa diferença de tamanho é um problema. Mas, nas provas de 100m e 200m, a técnica dos atletas japoneses compensa. Com muito trabalho duro e nadando com o coração, é possível minimizar essa diferença de tamanho – afirmou Hiromichi Hatai, um dos técnicos da seleção japonesa de natação.