quarta-feira, 12 de junho de 2013

Nadador de 14 anos é o mais jovem
a se tornar profissional nos EUA

Michael Andrew entra para a história da natação masculina americana como o atleta mais novo a assinar um contrato de patrocínio

Michael Andrew completou 14 anos no dia 18 de abril. Desde que começou a nadar, bateu 32 recordes de categoria. No domingo, depois de se tornar o mais rápido da história na prova dos 50m livre na faixa etária de 13-14 anos (23s47) nos Estados Unidos, ele assinou seu primeiro contrato profissional com um fabricante de suplemento alimentar de alta performance. De acordo com matéria publicada no site "Swimswan", na natação masculina americana nenhum outro atleta se profissionalizou tão cedo. Os termos do acordo são confidenciais e ele não poderá mais disputar os campeonatos colegiais e do NCAA.
michael andrew natação eua (Foto: Reprodução/Facebook)Michael Andrew é uma jovem promessa da natação dos Estados Unidos .
O fenômeno Michael Phelps assinou seu primeiro contrato em outubro de 2001, logo após completar 16 anos. A diferença é que, neste época, Phelps já era um atleta olímpico e dono de um recorde mundial. Por enquanto, a jovem promessa figura entre os 60 melhores velocistas de elite do país, o que é considerado raro pelos especialistas. O segundo mais bem colocado aparece em 167º lugar.
Michael Andrew treina numa piscina coberta, com duas raias, no quintal de casa. O técnico é o pai, Peter, e uma das companheiras de braçadas é a irmã mais nova. A família não acredita que a assinatura do contrato coloque pressão sobre os ombros do menino. Ao contrário. O pai diz que Michael quer nadar as Olimpíadas e tem metas.

Australiana inicia travessia de Cuba à Flórida sem a gaiola contra tubarões

Apoiada por uma equipe de cientistas, Chloe McCardel busca completar pela primeira vez a distância de 166km sem proteção contra os predadores do mar

A nadadora Chloe McCardel, especialista em maratonas aquáticas, mergulhou nas águas de Havana para realizar a travessia de 166km entre Cuba e a Flórida, nos Estados Unidos. Com uma previsão de tempo bom e uma equipe de cientistas ao seu lado, a australiana será a primeira pessoa a percorrer a distância sem a gaiola de proteção contra tubarões.
As correntes de água do Estreito da Flórida são como o "Santo Graal" para os atletas da natação em mar aberto. Até hoje, apenas a também australiana Susie Maroney conseguiu completar a travessia, mas usando a gaiola de proteção, em 1997. A nadadora, que tinha 22 anos na época, completou o percurso em apenas 25 horas.
Australiana Chloe Mccardel nadar entre Cuba e Florida (Foto: Agência Reuters)Australiana se prepara para entrar na água para a travessia .
Australiana Chloe Mccardel nadar entre Cuba e Florida (Foto: Agência Reuters)Mccardel será a primeira a nadar entre Cuba e Florida sem a gaiola contra tubarões .

Atleta paralímpico cruza os Estados Unidos em sua cadeira de rodas

Ryan Chalmers, de 24 anos, deixou Los Angeles em abril, 'venceu' o Vale da Morte, na Califórnia, e completa jornada de 5.300km neste sábado, em NY

Não existem limites para Ryan Chalmers. Ao nascer, sua mãe logo foi avisada pelos médicos sobre sua condição. Diagnosticado com espinha bífida, uma  anomalia congênita provocada por um fechamento incompleto do arco vertebral embrionário e que ocasiona a atrofia muscular, dificilmente ele teria uma vida normal. Os médicos "acertaram". Hoje, a vida do agora atleta paralímpico é uma aventura. Prova disso é a jornada que irá completar neste sábado. Após 71 dias e 5.300 km, Ryan será recebido no Central Park, em Nova York, após cruzar os Estados Unidos, de oeste a leste, em uma cadeira de rodas adaptada.
Chalmers, de 24 anos, disputou as Olimpíadas de Londres, em 2012, pela equipe americana, e deixou sua casa no dia 6 de abril, em Los Angeles. De lá para cá, não parou. Com ombros doloridos e mãos calejadas, não pensou em desistir do feito em momento algum. Agora, será recepcionado em Nova York como um campeão da vida.
- Parar nunca foi uma opção para mim. Isso realmente se resume à razão. E eu tenho uma razão fenomenal para isso - disse o atleta, que começou a empreitada para arrecadar fundos para a instituição "Stay-Focused", que trabalha com crianças em situação semelhante a de Chalmers e que o ajudou bastante durante a infância.
Mosaico Chalmers campeão paraolímpico (Foto: Editoria de arte / Globoesporte.com) Chalmers cruzou os EUA e recebeu apoio por onde passou .
Aventura não foi nada fácil
Cumprir o desafio não foi fácil. Agora em Filadélfia, descansando para a última etapa do projeto até Nova York, Ryan passou por "perrengues". O primeiro veio logo no quinto dia. Ele teve que percorrer o Vale da Morte, na Califórnia, com grande parte do percurso com um ângulo de 95º, o que dificultou demais seu avanço.
Se não fosse o bastante, o atleta ainda teve que vencer uma tempestade de areia. Com dores nos joelhos e braços devido ao esforço extremo para continuar, Chalmers teve que aceitar o "pedido" da natureza e seu percurso foi alterado em 12 km, o que ele teve dificuldade em aceitar.
- Eu estava lutando por um longo tempo por isso. Foi frustrante, mas você fica melhor e aprende com isso. No dia seguinte, acrescentei esses quilômetros para compensar - frisa o atleta.
Cadeira de rodas chegou a atingir 105 km/h
E depois da tempestade, veio a bonança. Chalmers chegou até West Virginia, e daí em diante conseguiu percorrer até "três maratonas" por dia, ou seja, cerca de 126 km diários. Em Oakland, sua cadeira de rodas chegou a atingir incríveis 65 milhas por hora, quase 105 km/h. Mesmo assim, com a mão cheia de bolhas e pés inchados, alguns pensaram que ele desistiria.
- Você não pode querer que a vida seja fácil. Você tem que fazê-la difícil. Dia por dia, você vê o que passou, e pensa no que está por vir. E que seu corpo irá melhorar. Mas eu não tive tempo de pensar sobre essa experiência. Tantas coisas vão me bater à cabeça quando isso tudo acabar - filosofa Chalmers.
Chalmers campeão paraolímpico (Foto: Reprodução / Facebook)Chalmers cruzou o Vale da Morte, na Califórnia, em seu maior desafio .
Os últimos 138 km que dividem a Filadélfia de Nova York serão completados até o sábado, às 10h, com sua chegada no Central Park. Lá, o atleta será recebido por amigos, familiares e autoridades. Mas no fundo, sabe que é por sua causa que tudo valeu a pena.
- Espero inspirar outros a realizarem seus objetivos. É realmente um toque de cada vez, ao longo de toda a viagem - finalizou.

domingo, 9 de junho de 2013

DESCASO

Falta de cloro impede uso de piscina do Cear

Mau cheiro e água turva e esverdeada impossibilitam treino de atletas de triatlo da cidade de Campinas
O uso da piscina olímpica trouxe problemas de saúde aos nadadores
O uso da piscina olímpica trouxe problemas de saúde aos nadadores

Quando se fala em centro de treinamento de alto rendimento, as melhores condições para os atletas são esperadas. Mas não é isso que se constata no Centro Esportivo de Alto Rendimento (Cear), em Campinas. Além de boa parte do projeto não ter sido executada, a infraestrutura construída não recebe manutenção adequada. A piscina olímpica usada pelos atletas de triatlo da cidade e da Associação de Pais e Amigos da Natação de Campinas (Apanc) está imprópria para treinos por falta de cloro. A água está verde, turva e com mau cheiro.

Há dois meses, a Secretaria Municipal de Esportes não envia o produto para o tratamento da água. Até o início desta semana, os atletas ainda enfrentaram as más condições, contudo, as dores de garganta, irritação nos olhos e a falta de visibilidade para as viradas na borda impossibilitaram a sequência das atividades na piscina olímpica.

Para não interromper a preparação, os nadadores têm usado a piscina semiolímpica, cuja água ainda apresenta condições, já que tem um menor volume e não é aquecida. Solução pela metade, já que o frio tem sido o grande inimigo dos atletas. A falta de aquecimento na piscina de 25m é falha do projeto inicial.

O secretário municipal de esportes, Oldemar Elias, o Prof. Campos, foi procurado, nesta sexta-feira (07/06), por intermédio da assessoria de imprensa para se posicionar sobre o problema, mas não retornou às ligações da reportagem.

PROBLEMAS

O parque aquático do Cear tem outro problema antigo. A piscina de saltos ornamentais, inaugurada em setembro de 2008, nunca foi utilizada por erro na construção das plataformas.

E o ginásio poliesportivo, projetado para ter capacidade de 5 mil pessoas, está com as obras paradas. Em abril de 2011, iniciou-se a construção das fundações do ginásio, mas em julho do mesmo ano, por conta de erros de projeto, a construção foi paralisada. Desde então, nada acontece no local. O secretário de esporte anunciou que nova licitação para a obra será feita para a retomada da construção, mas, por enquanto, sem data prevista.

O alojamento para atletas também está previsto no projeto do Cear. Por enquanto, apenas alguns atletas da Orcampi, que usa a pista de atletismo, estão alojados no local. Isto porque a equipe reformou algumas casas para recebê-los. Em dezembro passado, a Orcampi firmou um acordo com a Secretaria de Esportes para a execução destas melhorias e obteve permissão para alojar um grupo reduzido de atletas.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Thor Batista é condenado pela morte de ciclista

Thor Batista e Luma de Oliveira
Thor Batista e Luma de Oliveira .
A juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, da 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias, condenou o empresário Thor Batista pelo atropelamento e morte do ciclista Wanderson dos Santos. O empresário terá que prestar dois anos de serviços comunitários, terá a carteira de habilitação suspensa pelo mesmo período e pagará multa de R$ 1 milhão por homicídio culposo - sem intenção de matar
Na sentença, publicada na tarde desta quarta-feira, a magistrada justifica que, com as provas técnicas, os depoimentos das testemunhas e o interrogatório do empresário, “obtém-se a certeza, necessária à condenação, de Thor, que no dia dos fatos criou riscos proibidos que ensejaram o acidente e a consequente morte da vítima.”
De acordo com a magistrada, o filho do milionário Eike deverá cumprir a pena em uma entidade a ser indicada, preferencialmente desenvolvendo atividade “voltada para o auxílio na recuperação de vitimados no trânsito”. Já a multa deverá ser convertida em gêneros de acordo com a necessidade da instituição a ser beneficiada, preferencialmente “de cunho hospitalar ou de reabilitação de pessoas acidentadas no trânsito”.
Daniela Barbosa alega que o valor tem caráter reparador e preventivo e considera “estapafúrdia” a alegação de Thor de que sua empresa - ele foi nomeado diretor estatutário da EBX - vem passando por problemas. A juíza afirma que Eike Batista "é um dos empresários mais ricos do mundo, com fortuna estimada em R$ 19,4 bilhões".
A juíza também lembra que, durante seu interrogatório, Thor respondeu que teria sido paga uma indenização de R$ 300 mil à família do ciclista. O valor do acordo, entretanto, foi de R$ 1 milhão. Para a magistrada, a confusão denota a "total indiferença e despreocupação em relação aos seus gastos pessoais."
A juíza questiona, ainda, o acordo financeiro de R$ 1 milhão firmado entre as famílias de Thor e de Wanderson. "Não se entende por que motivos não teria questionado na esfera cível a culpa concorrente da vítima", diz o texto. Sobre o fato da defesa pleitear que, com a indenização, ficou demonstrado o "arrependimento porterior de Thor", a sentença frisa que o juízo "não discute o eventual arrependimento do réu, em caráter puramente subjetivo". A explicação de Daniela é que, para tal, seriam necessários três quesitos: que a reparação do dano fosse integral, pessoal e voluntária. E, no caso, pelo menos dois deles não se encontram presentes.
Eike Batista será investigado
No documento, Daniela solicita que se investigue uma eventual prática de crime por parte de Thor, de Eike Batista, de Maria Vicentina Pereira, Cristina Gonçalves - mãe de criação e companheira de Wanderson, respectivamente - e do bombeiro Márcio Tadeu Rosa da Silva, que recebeu R$ 100 mil no acordo. "É função do bombeiro militar agir para salvar vidas, minorar danos, ser cordial e auxiliar no que for preciso, não tendo o mesmo praticado atos além daqueles que deveria praticar por dever de ofício", diz.
Ela também determina que o Comando do Corpo de Bombeiros informe, em 48 horas, se Márcio estava a serviço da corporação no dia do acidente. Daniela ainda solicita a apuração de delitos relacionados ao perito de local e ao policial federal que testemunhou o fato.
Imprudência
Daniela Barbosa ainda destaca que "a conduta imprudente de trafegar em velocidade acima da permitida" para o trecho da BR-040 indica a responsabilidade de Thor. Na sentença, ela lembra a alegação da defesa de que o empresário"trafegava sem a imposição de riscos a terceiros" e dentro da velocidade permitida na via. Os advogados ainda argumentam que houve imprudência da vítima, "por estar embriagada e atravessar em local não permitido e pouco iluminado em sua bicicleta sem itens necessários de segurança."
Na sentença, a juíza atesta que Thor Batista dirigia a uma "altíssima velocidade", já que não conseguiu manobrar nem frear para evitar o impacto, uma vez que ele mesmo garantiu que viu a vítima e o perito de local constatou que ela poderia ser percebida a uma distância de 30 ou 40 metros - o que seria suficiente se estivesse em velocidade moderada. O empresário contou que freou, mas a juíza analisa que o carro dele (um Mercedes McLaren) desacelera de 100 km/h a 0 em pouco mais de três segundos. O documento ainda avalia o corpo de Wanderson, que ficou "estraçalhado", conforme mostram o exame cadavérico e as fotos do processo.
Thor Batista foi condenado, na tarde desta quarta-feira, pelo atropelamento
Thor Batista foi condenado, na tarde desta quarta-feira, pelo atropelamento .
Os advogados Ary Bergher e Rafael Mattos, que defendem Thor Batista, consideraram descabida a condenação do empresário dada, na tarde desta quarta-feira, pela morte de um ciclista. Os defensores irão recorrer da decisão da juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, da 2ª Vara Criminal de Caxias, assim que o despacho for publicado em Diário Oficial. A magistrada condenou o filho do milionário Eike Batista a prestar dois anos de serviços comunitários, a suspensão da carteira de habilitação pelo mesmo período e ao pagamento de uma multa de R$ 1 milhão por homicídio culposo - sem intenção de matar.
- A juíza simplesmente chancelou a desigualdade. Ela o colocou numa posição superior apenas por ser rico. Ele só foi punido porque é rico. O artigo 5º da Constituição diz que todos são iguai perante a lei - criticou Ary Bergher.
Para os advogados, a decisão de Daniela Barbosa não levou em conta os laudos periciais anexados ao processo, que garantem que Thor estaria entre entre 100 e 115 quilômetros por hora quando atropelou e matou um ciclista. O acidente ocorreu na Rodovia Washington Luís, na altura de Xerém, em Duque de Caxias, em 17 de março do ano passado, onde a velocidade máxima permitida é de 110 quilômetros por hora. Thor foi indiciado por homicídio culposo (sem intenção de matar) após o atropelamento.
- O sistema penal brasileiro fala em livre convencimento por parte do juiz. Não há uma hierarquia entre as provas, mas neste caso, a juíza simplesmente aboliu as provas técnicas. Essa decisão é uma destrofia do Direito Processual Penal brasileiro - explicou o advogado.
Wanderson dos Santos

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Exiba greyceas.jpg na apresentação de slides
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 VAMOS AJUDAR NA RECUPERAÇÃO DE UMA REVELAÇÃO DO TRIATHLON CEARENSE 


Afim de que possamos ajudar no reestabelecimento da saúde da triatleta Greyce Any Sousa Mateus, a Federação de Triathlon do Estado do Ceará solicita aos atletas e admiradores do triathlon cearense, uma ajuda financeira e/ou uma cadeira de rodas, para que a mesma possa se deslocar para o colégio e demais atividades que requer no momento. 

Para quem for fazer a doação financeira para compra de remédios, abaixo consta os dados bancários. 

Desde já agradecemos aqueles que se engajarem na nossa solicitação. 

Banco: Bradesco
Favorecido: Greyce Any Sousa Mateus
Conta Corrente: 0607746-3
Agência: 0452-9

quarta-feira, 5 de junho de 2013

UM MONSTRO! Direto do Blog do Coach Pussi.

Treino de Richard Weinberger do Canadá 25 K para tempo!




Não é a toa que ele foi um dos nadadores de águas abertas que mais evoluiu no último ciclo olímpico. O canadense Richard Weinberger, 22 anos, mandou um tiro de 25 quilômetros para tempo na piscina. Mandou 4 horas, 56 minutos e 13 segundos. Apenas como referência, o búlgaro Petar Stoychev foi campeão mundial em 2011 em Shanghai com 5 horas, 10 minutos e 39 segundos.
Weinberger é o atual campeão panamericano de águas abertas e ficou com o bronze na maratona olímpica de Londres no ano passado. No seu treino, ele conseguiu fechar o último quilômetro dos 25 nadados com média de 1:05 para cada 100 metros. Abaixo a imagem que comprova o feito do nadador canadense.